PAPO DE TOKUFÃ COM RAPHAEL MAIFFRE

Hoje é um dia histórico para o Tokuforce!É muito prazeroso entrevistar aqui no Blog, um dos amigos que mais admiro na tokunet brasileira. 
Costumo dizer que se não fosse por ele,  Jamais teria aberto minha mente sobre Power Rangers dentro do gênero tokusatsu.
  Logo eu que era um veemente repúdiador da franquia há alguns anos atrás. Uma curiosidade bacana que envolve o Tokuforce e o nosso entrevistado fica por conta do surgimento de Power Ranger Megaforce. Sim, a série foi a base para a criação do Tokuforce na época, justamente para marcar a minha nova visão sobre a franquia Ranger.

  Hoje só tenho a agradecer a esse jovem que a cada dia vem representando com simplicidade, autenticidade e transparência o nicho tokusatsu no Brasil. É com imenso orgulho que o Papo  de Tokufã Especial é com Ele Raphael Maiffre do Mega Power Brasil!!

 Primeiramente gostaria de agradecer o seu carinho em atender o nosso pedido para participar dessa entrevista meu amigo. Conte um pouco sobre o Tokufã Raphael Maiffre.
Fala pessoal do Blog Toku Force! É um prazer bater um papo com vocês pra falar desse gênero de produção fantástico que é o Tokusatsu. Quem é o Raphael Tokufã? Se eu respondesse anos atrás essa resposta eu não saberia como responder, mas o Raphael Tokufã é o Raphael que todo mundo conhece, que está conectado quase que 24h falando de Tokusatsu e espalhando a mensagem que essas séries passam.

Centro de Comando, Toku Bahia, Mega Hero,  Mega Power Brasil e Mega Sentai Brasil são projetos sensacionais no qual você é um dos principais envolvidos.Como você analisa a trajetória do Raphael da época, com o Raphael de hoje dentro desses projetos ? Mudaria alguma coisa ou acrescentaria algo mais?
É louco pensar que já posso falar desses projetos com a sensação de que passou algum tempo, afinal o Mega Hero completará uma década de existência em 2021 e esse ano o Mega Power completa 8 anos. Foi uma longa jornada até aqui, muito precisou ser estudado e muita dedicação teve que ter sido dado para que cada um desses projetos fossem pra frente, claro que no caminho temos que focar em algumas coisas mais do que outras, como foi o caso do Mega Sentai que de certa forma foi assimilado no Mega Power. Mas se eu mudaria alguma coisa? Jamais, acho que a aventura dos projetos “Mega” foi ótima por conta tudo de que aconteceu.

Em 2013 o Mega Hero passou por um processo que séria um divisor de águas na sua vida com a ampliação de conteúdo. Isso trouxe até uma visão mais ampla e intensa, voltada para os eventos de tokusatsu  no Brasil, que evento foi o mais marcante pra você durante esse período de transição?
Então, pra quem não sabe o Mega Hero antes de ser o Mega Hero era o Toku Bahia, um blog de Tokusatsu de Salvador e também produtora de eventos do gênero. A mudança para Mega Hero entre 2012 e 2013 foi justamente para ampliar o leque de conteúdo, porque na época outros membros entraram e assimilamos outras vertentes da cultura pop, mas o Tokusatsu sempre continuou presente e tratado com respeito. Acho que o know-how, se podemos dizer assim, com eventos foi algo natural, como fazíamos eventos desde 2010 / 2011, fomos evoluindo gradativamente e entendendo como funciona o mercado nesse segmento. Aprendemos muita coisa nesse período que levamos até hoje, até porque continuamos a realizar esses eventos em Salvador e São Paulo.

Como foi pra você criar o Dia do Tokusatsu? Conte-nos como isso repercutiu até hoje na tokunet brasileira?
Sempre que eu via algo do tipo “Dia de Star Wars”, “Dia do Cosplay” eu achava fantástico! E imaginei como seria transportar isso para a comunidade de fãs de Tokusatsu. O Dia do Tokusatsu surgiu como um movimento para unir os fãs e as séries que tanto amamos, um projeto que foi iniciado pelo Mega Hero mas que na verdade é de todos. É fantástico ver que o embrião que foi feito anos atrás cresceu e hoje atinge novos e antigos fãs. Eu fico muito contente em saber que a iniciativa continua viva.

Você é um grande fã da franquia Ultraman, como surgiu essa paixão pelos personagens da M-78 ?
Sim! Com certeza, se hoje eu tivesse tempo eu teria um outro projeto totalmente dedicado aos Ultras. Minha paixão com Ultraman surge na época do programa da Eliana quando assisti Ultraman Tiga. Eu fiquei maravilhado! De alguma forma aquela série mexeu com meu imaginário e me encantou de uma forma completamente diferente. A estética, a trilha sonora, tudo isso cativou o jovem Raphael e fez ele se apaixonar pelos gigantes prateados. A paixão perdurou e hoje estou aqui com quase 30 anos de vida, porém fissurado da mesma forma com as séries mais recentes.

Cite uma serie clássica e uma atual que você acredita ser perfeita para apresentar para as crianças da atual geração no Brasil.
Essa pergunta é ótima, porque ela sempre muda quando assistimos ou re-assistimos uma série de Tokusatsu. Se a pessoa está procurando séries japonesas, tenho duas para indicar. Se for uma série mais antiga recomendaria Bioman, um Super Sentai com um enredo bem simples e que pode provocar a procura por outras séries como Changeman, que é licenciada aqui no Brasil. De séries mais recentes eu recomendaria Ultraman Ginga de 2013, a série que da o pontapé para a nova geração de Ultras que veríamos anos mais tarde.
 No seu ponto de vista, como você analisa o retorno e a saída dos tokusatsu clássicos, no mundo animado na Band?
Cara, eu sempre enxerguei a exibição das séries de Tokusatsu na Band como uma transmissão que não era levada a sério pela Band, não porque as séries são antigas, mas porque a Band não tinha nada para exibir no período. Claro que tomou até uma proporção interessante, mas como vimos, essas séries não conseguiram renovar o público e acabou ficando na zona da nostalgia. A saída era esperada, já que o material não tinha como perdurar sem um novo público e se quiser ser até mais cirúrgico, sem produtos relacionados para vender.

Ainda sobre os clássicos o que achou das polêmicas envolvendo Kamen Rider Black, Sato Company e as legendas de Zi-O?
 Acho que as empresas que trazem séries licenciadas para o Brasil precisam ter um pouco mais de carinho e respeito pelas séries e pelo seu público. Um trabalho bem feito vai gerar mais críticas positivas, um trabalho mal feito será justamente o contrário. Torço que episódios como esse não se repitam que incentivem outras produtoras a não seguirem por esse caminho.

 Em 2014, no site “O Tempo” você disse que as séries antigas que seguravam crianças e adolescentes até 10 anos, 12 anos não seguram as crianças da atual geração. Hoje com a vinda de Kamen Rider Zi-O, você acha que o cenário mudará ou continuará estagnado no passado?
Hoje eu teria uma resposta um pouco diferente para essa pergunta, acho que as crianças de uma forma geral para serem cativadas por uma série antiga, ela precisa ser incentivada ou ter a curiosidade de assistir.  acredito que não teríamos uma grande geração de crianças assistindo Jaspion por exemplo pela Band, até porque essas crianças vivem um novo momento. Kamen Rider Zi-O chega como uma série cheia de problemas, primeiro que é um material feito para quem já conhece e segundo o fato de estar com áudio original e legendas, já limita o acesso de crianças mais novas que ainda estão aprendendo a ler. Não acho que Zi-O mudará nada no cenário que conhecemos, mas quero estar enganado.

Atualmente Power Rangers está trazendo muitas novidades nas HQ'S, Eventos, Filmes e seriados. Em cada uma destas, qual seria sua maior aposta pra 2021?
Hoje Power Rangers é um produto multi-plataforma. A franquia que assistíamos 15 anos atrás é completamente diferente do que acompanhamos nos últimos cinco anos. O universo expandido da marca trouxe novos públicos e transformou a marca em algo maior e mais rentável. Acho que minhas apostas são de que a marca vai crescer ainda mais. Temos novas séries programadas para estrear em breve com foco no público mais velho, animações e filmes, tudo isso conectado no melhor estilo Marvel e DC. O futuro de Power Rangers é brilhante!

Na questão dos filmes dentro da franquia Power Rangers tivemos três filmes marcantes dentro do Fandom. Qual produção cinematográfica mais te chamou a atenção e por que?
Com certeza o filme de 2017! Foi o filme que mais ousou e foi o único que tivemos até o momento com um nível de produção Hollywoodiana. Apesar de não ter ido bem em bilheteria, o longa trouxe aprofundamento de personagens, expansão da mitologia e deu uma amadurecida no roteiro da temporada clássica. O próximo filme precisa seguir essa linha e se soltar mais nas cenas de combate e na aventura descontraída que é Power Rangers.

Em 2020 o aniversário de 27 anos de Power Rangers, 100 mil fãs no Mega Power Brasil, a vitória no ganho da placa reconhecendo a grandeza do seu canal no YouTube, o que a franquia representa pra você? O que ela proporcionou a mais em sua vida?
2020 veio para provar que aqui no Brasil a comunidade de fãs de Power Rangers é gigante e precisa ser mais reconhecida. Os 100 seguidores é uma conquista de todos, o Mega Power Brasil é uma reunião de fãs de Power Rangers e estamos incluídos nisso. A franquia representa pra mim o melhor momento da minha vida. Conheci pessoas tão apaixonadas quanto eu e sempre aprendo algo novo.
 A Ana Luiza é o seu braço direito no Mega Power Brasil, passei a admirá-la ainda mais quando vi você postando a foto do SH figuarts do Ultraman que ela te presenteou. Conte-nos essa história e como é essa parceria no Mega Power, haja vista que que temos poucas mulheres fãs de Tokusatsu ativas no Brasil?
A Ana não é o meu braço direito, ela é parte do “organismo vivo” que é o Mega Power Brasil. Nosso projeto é uma mescla de todos que estão envolvidos, seja no podcast, canal, site ou audiovisual. Assim como uma equipe de Power Rangers, a sinergia dos membros é importante para que o projeto flua. Eu não tenho como falar por ela sobre como é ser uma representante feminina dentro do meio, mas posso reproduzir uma fala dela que é a de que precisamos ter mais e mais, seja produzindo conteúdo ou consumindo conteúdo.
 Go-Buster Vs Beast Morphers: Qual é a sua crítica sobre essas séries e o que esperar de Power Rangers Dino Fury?
A versão do Raphael de hoje não compara mais Super Sentai x Power Rangers, são produtos diferentes, feitos para públicos diferentes mas que partem de uma mesma premissa. Sou apaixonado por Go-Busters, é meu Super Sentai favorito de todos os tempos e Beast Morphers é uma das minhas temporadas favoritas de Power Rangers, me divirto muito com as duas. Sobre Dino Fury, estou muito animado para ver o que será feito com ela, será a primeira temporada inteiramente produzida pela Hasbro e conhecendo a experiência da empresa, com certeza teremos uma temporada memorável.
Austin St. John, O Jason, retornou esse ano no Crossover com Beast Morphers, como foi pra você ver esse Red lendário de volta a franquia?
A volta do Austin St. John em Beast Morphers representa um marco na franquia. Um personagem muito importante retornando e tudo isso em um período onde o Universo Expandido exalta o Jason como personagem. Eu adorei o crossover que foi construído em um arco de vários episódios. E quem não viu ainda, aguarde a versão dublada com o Alexandre Moreno no Cartoon Network. 
Pra finalizar como você analisa a aparição de Rangers lendários em Super Mega Force, a inserção de Jiraiya e Gavan no universo Power Rangers?
Na época de Super Megaforce a inserção de times como Blitz (Changeman), Prism (Flashman) e Supersonic (Fiveman), soou como homenagens preguiçosas, por mais que adoremos essas séries. Felizmente os quadrinhos vieram para costurar essas pontas soltas e dando um significado para essas aparições. Sobre o Skyfire (Jiraiya) e Chaku (Gavan Type-G), não tenho nada contra, são novos personagens que a Saban decidiu acrescentar no universo, com o Chaku sendo mais explorado e tendo uma história de fundo mais interessante que o Skyfire. Se forem levar algo à frente com eles, deve acontecer nos quadrinhos.

Deixe sua mensagem para o Tokuforce.
 Mais uma vez, obrigado pelo convite! Desejo muito sucesso para o Tokuforce e que o projeto continue por mais vários anos. E não importa se você curte Tokusatsu velho ou antigo, japonês ou americano, o importante é se divertir com as séries e assimilar as verdadeiras mensagens que essas séries passam. Nos vemos em breve e que o Poder o proteja!

E esse foi o nosso papo de Tokufã de hoje! Gostou? Deixe um comentário e compartilhe esse post em suas redes sociais. 
- Se tem tokusatsu, tem Tokuforce!

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